A uva e o turismo

Esse é o primeiro de uma série de quatro posts sobre o turismo enogastronômico no mundo e especialmente no Brasil.

Estudos recentes revelaram que a origem das videiras ocorreu há 11 mil anos, na região denominada Oriente Próximo, atual Israel, Palestina, Líbano e Jordânia e também no Cáucaso.

Com a fermentação da fruta, criou-se o vinho.

De lá para cá, a bebida de baco, a cada dia, tem angariado mais fãs pelo mundo afora.

Os gostos foram evoluindo assim como a bebida.

E as pessoas passaram a ir atrás desse precioso líquido aonde quer que ele estivesse.

Aos poucos foram saindo do seu ambiente pessoal, atravessando cidades e fronteiras, estabelecendo a atividade turística em torno do vinho, motivados pela busca por novas experiências.

E como as coisas não param, o que antes era procura somente para degustar vinhos, transformou-se em um setor que engloba a gastronomia – o turismo enogastronômico – que traz ainda mais recursos econômicos para as regiões produtoras.

A uva além da taça

A experiência sensorial da degustação de vinhos harmonizados com pratos – sejam eles regionais ou não – transcende também para a oportunidade de conhecer novos lugares, saberes e tradições. Um verdadeiro “banho” cultural, criando uma conexão entre o turista e a região.

O vinho tem arrastado excursionistas para participarem de festas temáticas, como na Nova Zelândia – Wairarapa Wines Harvest Festival que oferece atrações enogastronômicas, shows musicais, exposição de arte e exibições artísticas variadas; na Califórnia acontece o Disney California Adventure Food & Wine Festival que reúne quiosques temáticos com comidas e bebidas locais; na Austrália o Barossa Vintage Festival; em Portugal a Festa do Vinho Madeira; na Hungria o Budapest Wine Festival: na Itália a Festa di Barolo e a ViniMilo, dentre várias outras espalhadas pelo mundo.

Nas vinícolas a programação é imersiva, levando os turistas a conhecer a propriedade, os métodos de fabricação, além de particularidades do local.

A experiência da vindima

No programa, é oferecida visita aos vinhedos a pé, de bicicletas ou até mesmo em tratores utilizados na produção; participação na vindima – colheita da uva; degustações guiadas; refeições harmonizadas sejam elas piqueniques, brunches, almoços ou jantares; shows; tour por espaços históricos, workshops e oficinas para produção de vinhos personalizados, além da tradicional visita à loja da vinícola, que além dos rótulos da marca, pode oferecer diversos souveniers.

Em algumas vinícolas, o ponto alto do passeio é a hospedagem dentro do próprio local. E para isso tem opção para todos os desejos: das mais sofisticadas às rústicas e históricas. Cada uma com seu conceito.

Países que oferecem opções de turismo enogastronômico

Diversas localidades no mundo têm atentado para essa oportunidade de agregar mais valor ao vinho, possibilitando ao visitante momentos únicos.

Não só na Europa, mas em diversas regiões essa atividade está sendo explorada:

França: Bordeaux (Château Pape Clement e Cos d’Estournel), Borgonha (Château du Clos de Vougeot e Caves Patriarche), Champagne (Deutz e Billecart Salmon), Provance (Château Roubine e Château La Coste) e Vale do Loire (Château Soucherie e Château des Vaults).

Itália: Toscana (Antinori nel Chianti Classico), Piemonte (Gaja), Veneto (Allegrini) e Sicília (Donnafugata).

Portugal: Douro (Quinta do Crasto, Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, Quinta de Nápoles, Quinta da Leda, Casa Agrícola Roboredo Madeira, Quinta da Pacheca, Menin Douro Estates, Horta Osório, Quinta do Vallado e Quinta das Carvalhas), Alentejo (Herdade do Esporão e Vinícola Monte da Ravasqueira), Bairrada e Dão.

Espanha: Rioja (Bodegas Solar Viejo), Ribera del Duero (Valdubón) e Priorat (Scala DeiI).

Estados Unidos: Napa Valley (Lokoya, Napa Valley Reserve, Cardinale, Kenzo Estate, Verité e Seven Stones) e Sonoma (Castello di Amorosa, Beringer, Mondavi e Opus One)

África do Sul: Stellenbosch (DeMorgenzon) e Paarl (Farview).

Nova Zelândia: Alckland (Kumeu River Wines) e Marlborough (Wither Hills Cellar Door).

Argentina: Mendoza (Séptima,   Lagarde, Chandon, Catena Zapata, Luigi Bosca, Cavas Wine Lodge, Terrazas de Los Andes, La Rural. López, Trapiche, Domiciano, Casa El Enemigo, Salentein, Zuccardi, Andeluna Cellars, La Azul e Monteviejo).

Uruguai: Maldonado (Bodega Garzon, Sacromonte, Viña Edén e Alto de La Ballena)

Chile: Valle Central, Valle do Colchagua e o Valle do Maipo.

Não há como não perceber a grande oportunidade da atividade. Só “raposas”, como as da fábula “A raposa e as uvas”, que desdenham aquilo que não conseguem alcançar, podem negar.

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Denise Alves Pereira é graduada em Turismo e em Comunicação Social com especializações em Marketing e Administração de Alimentos e Bebidas e MBA em Coaching. É sommelière e formada em Wine Business.
De 2002 em diante, passou a ministrar disciplinas relacionadas à Gestão de Alimentos e Bebidas, Cozinha, Organização de Eventos e Planejamento de Cardápios, em diversas instituições de ensino, em cursos de capacitação, graduação e pós-graduação.
É editora do site gastronomiaarteediversao.com.br no qual compartilha seus conhecimentos no campo gastronômico, vinhos, turismo, gestão e comportamento e gestora da página @vinhosdeminasgerais.
Consultora para negócios de alimentação e vinhos, englobando enogastronomia e enoturismo. Atua como palestrante, em função de sua vasta experiência como empreendedora, docente e pesquisadora.

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