O mundo dos azeites


O azeite que é uma das bases da culinária mediterrânea, reconhecida como uma das mais saudáveis do planeta, é também um importante ingrediente na gastronomia de outras partes do mundo e por isso desperta a atenção de muitas pessoas.


Não há precisão quanto a origem das oliveiras. A mais antiga constatação de cultivo delas data em torno de 6.000 a.C, no litoral leste do Mediterrâneo.


O azeite, além de ser utilizado na alimentação, tem uma relação com a religião, sendo utilizado em batismos, rituais e unções.


A medicina popular também lançou mão desse precioso líquido para os mais variados fins, como na Antiguidade que era usado como lubrificante e agente contraceptivo.


Hoje, a medicina o relaciona como um ingrediente alimentício muito benéfico para a saúde.

Reverenciado mundo afora, esse ingrediente tem até museus e rotas, principalmente localizados na Europa, dedicados à preservação de sua história e apresentação do método de produção. Um destaque é o museu do azeite de Bobadela – Portugal, construído em forma de ramo de oliveira.


Os maiores produtores de azeite no mundo são a Espanha 40%, Itália 22% e Grécia 14%. Portugal, apesar de ser o maior exportador para o Brasil, produz apenas 1%.


Um fato interessante e desconhecido por muitos é a variedade de espécies de azeitonas. Na Itália chegam a ser 500 tipos diferentes.

É importante observar que a deterioração dos azeites, muitas vezes, pode estar associada aos tipos das azeitonas empregadas na fabricação. Os produzidos com Arbequina e Biancolilla, por exemplo, tendem a perder o frescor mais rapidamente.


Os azeites podem ser monovarietais – extraídos de um único tipo de azeitona ou um blend, quando em sua composição entram diversos tipos de azeitonas. Devemos ter cuidado com as misturas porque, por vezes, pode ser feita para ocultar defeitos no produto.


Na União Europeia as regiões produtoras certificam os azeites com selos de qualidade de origem, similar ao critério adotado pelos vinhos.



Azeites extravirgem e virgem


Extravirgem: o processo de extração é elaborado com a primeira prensa a frio – através de processo mecânico, sem elevação de temperaturas e alterações químicas, fazendo com que ele ganhe qualidade nos polifenóis – propriedade anti-inflamatória e nos antioxidantes – protetores das células contra os efeitos dos radicais livres produzidos pelo organismo.
Preferencialmente deve ser consumido frio para manter suas características intactas. Apresenta acidez inferior a 0,8%.

Virgem: a extração também é a frio, porém, pode apresentar leves defeitos em suas características.
O grau de acidez é de até 2%.


Azeites no Brasil


Os brasileiros já têm o hábito de inserir o azeite na alimentação, portanto o país é o segundo maior importador de azeite no mundo, somente atrás dos Estados Unidos.


A recente produção de azeite no Brasil começou a trazer para os consumidores um produto mais fresco, o que reflete no aroma e no paladar, ressaltando os sabores frutados e trazendo benefícios para a saúde.

O Ibraoliva – Instituto Brasileiro de olivicultura é uma associação sem fins lucrativos com objetivo de promover o desenvolvimento, fortalecimento e a competividade do azeite nacional, vem crescendo a cada dia e já conta com 104 associados.


A cada ano a área destinada ao cultivo de oliveiras tem aumentado no país. Hoje está em cerca de 7.000 hectares distribuídos em oito estados: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.


Fique atento e examine o rótulo e o contrarrótulo observando:


Data de produção
É um parâmetro super importante para orientar o consumidor, pois sabendo a “idade do azeite” ele consegue, de certa forma, saber se as características fundamentais para um bom produto estão presentes, pois quanto mais novo mais pronunciadas serão.
Azeites importados envasados no Brasil, na maior parte das vezes, não apresentam essa informação. O que pode levar a “comprar gato por lebre”.
Azeites com mais de 12 meses de filtragem perdem as características positivas.


Método de produção:
Os azeites filtrados tendem a durar mais que os não filtrados e opacos.


Envase:
Procure por garrafas que tenham pouco ou nenhum espaço entre o líquido e a tampa.
Prefira os envasados em garrafas escuras ou opacas que protegem o líquido da ação da luz.
Descarte os que tiverem sido tampados com rolha de cortiça, pois permitem a entrada de ar.
Procure por azeites que tenham sido fabricados e engarrafados na mesma propriedade.


Informações adicionais:
Podem levar o consumidor a conclusões erradas.
Termos como “orgânico” e “não filtrado” são referências ao método de cultivo e processamento, respectivamente. De certa forma, não atestam a qualidade do azeite.
A expressão “feito de azeitonas selecionadas” refere ao fato de as azeitonas terem sido compradas e não cultivadas pelo produtor.
O grau de acidez é um parâmetro a ser levado em consideração.
Quando aparece a frase “prensado a frio” é uma busca para seduzir os consumidores, já que todo azeite extravirgem é prensado a frio.
Selos de indicação de procedência são um bom indicativo.


Armazenamento de azeites


O produto deve ser guardado bem vedado, longe da luz e em uma temperatura entre 14 a 16°C.
Deve ser consumido em até um mês depois da garrafa aberta.


A safra do azeite brasileiro 2021 já está chegando à mesa do brasileiro.

Pelo visto, ainda temos que aprender muito sobre cultivo e consumo desse almejado líquido.

Saúde!

https://www.ibraoliva.com.br/
https://www.internationaloliveoil.org/olive-world/olive-museums-routes/


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